A comercialização da soja e do milho da safra de Mato Grosso do Sul avançou em ritmos diferentes até 28 de setembro. Segundo levantamento da Granos Corretora, 91% da soja produzida na safra 2025/2026 já havia sido negociada, enquanto as vendas do milho de segunda safra alcançaram 51%.
O percentual da soja ficou 1,5 ponto percentual acima do registrado no mesmo período da safra 2024/2025. Já o índice do milho foi 2 pontos percentuais menor na comparação anual, deixando uma diferença de 40 pontos percentuais entre as duas culturas.

Preços da soja
No dia 28 de setembro, a saca de soja de 60 quilos era negociada, em média, por R$ 146,06 em Mato Grosso do Sul, queda de 0,55% em relação à semana anterior. Entre os dias 21 e 28 de setembro, a média ficou em R$ 146,14, alta nominal de 18,15% ante os R$ 123,69 registrados no mesmo intervalo de 2025.
Campo Grande e Dourados apresentaram cotação de R$ 148 por saca. Em Maracaju, o valor foi de R$ 147, e em Ponta Porã, de R$ 146. São Gabriel do Oeste teve a maior queda semanal entre as localidades acompanhadas, passando de R$ 149 para R$ 145, redução de 2,68%.
Milho de segunda safra
A saca de milho encerrou o período cotada a R$ 55 no estado, com alta de 0,30% entre 21 e 28 de setembro. A média da semana foi de R$ 55,08, valor 7,61% superior aos R$ 51,19 observados um ano antes.

Chapadão do Sul e Dourados registraram as maiores cotações, de R$ 56 por saca. Maracaju e São Gabriel do Oeste ficaram em R$ 55, enquanto Campo Grande e Sidrolândia tiveram preço de R$ 54. Chapadão do Sul também apresentou a maior valorização no período, com avanço de 1,82%.
O levantamento não aponta uma justificativa específica para a diferença no volume comercializado entre soja e milho. A análise ressalta ainda que os preços disponíveis não significam que toda a produção seja vendida pelos mesmos valores, pois as negociações ocorrem gradualmente durante o ciclo da safra.

Mercado futuro
Soja e milho registraram perdas no mercado futuro durante a semana. Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja acompanhados recuaram entre 2,87% e 3,05%. O vencimento de novembro terminou em US$ 12,97 por bushel, e o de janeiro de 2027 fechou em US$ 13,12.
Na B3, o contrato de milho para janeiro de 2027 caiu 2,67%, para R$ 78,60 por saca. O vencimento de março encerrou em R$ 81,02, com redução de 1,40%. Em Chicago, os contratos de milho analisados tiveram perdas entre 3,19% e 3,68%.
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Fonte: www.perfilnews.com.br
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