Síndrome da Murcha da Cana exige monitoramento e manejo preventivo

A Síndrome da Murcha da Cana-de-açúcar (SMC) pode afetar diferentes variedades e comprometer a produtividade, a qualidade da matéria-prima e a longevidade dos canaviais, segundo informações divulgadas pela Biotrop. A empresa defende o monitoramento contínuo e a integração de diferentes estratégias de manejo para reduzir os riscos da doença.

Associada a patógenos como o fungo Colletotrichum falcatum, a síndrome pode provocar redução de toneladas de cana por hectare (TCH), possíveis perdas no açúcar total recuperável (ATR) e alterações no desenvolvimento das plantas. Os efeitos variam conforme a severidade da infecção.

Sintomas exigem avaliação da lavoura

Entre os sinais de alerta estão lesões avermelhadas na nervura central das folhas, perda de vigor e alterações nos tecidos internos da planta. Em casos mais severos, pode ocorrer murchamento e comprometimento da estrutura e do desenvolvimento da cana.

Como esses sintomas também podem estar relacionados a outras doenças ou a desequilíbrios nutricionais, a identificação deve considerar as condições da lavoura e a evolução do quadro. A avaliação conjunta dos sinais é necessária para um diagnóstico adequado.

“Além dos impactos no desenvolvimento das plantas, a síndrome pode comprometer a qualidade tecnológica da matéria-prima, com reflexos nos indicadores industriais, dependendo da severidade da infecção”, explica Júlia Veiga, engenheira agrônoma e coordenadora de marketing da Biotrop.

Manejo integrado

De acordo com a empresa, o melhoramento genético continua entre as principais estratégias de controle de doenças na cana, por meio do desenvolvimento de variedades resistentes. No caso da SMC, a recomendação apresentada é combinar essa ferramenta com monitoramento, identificação precoce e soluções de manejo preventivo.

A Biotrop afirma que seus produtos biológicos podem ser usados como parte do manejo integrado. A empresa informa que o biofungicida Bombardeiro possui registro para o controle de Colletotrichum falcatum, agente causal da podridão-vermelha e patógeno associado à SMC, além do controle da estria-vermelha, causada por Acidovorax avenae.

Segundo a Biotrop, o produto já foi aplicado em mais de 1,8 milhão de hectares. A empresa ressalta que a escolha das medidas deve considerar a realidade e as condições específicas de cada lavoura.