Parada cardiorrespiratória: como agir até a chegada do SAMU

Em uma possível parada cardiorrespiratória, reconhecer rapidamente os sinais e iniciar as compressões pode ajudar a manter a circulação até a chegada do SAMU. A situação ocorre quando a pessoa cai, não responde ao ser chamada e não respira normalmente.

O atendimento deve começar pelo acionamento do SAMU, pelo telefone 192. Se houver outra pessoa no local, ela pode fazer a ligação e procurar um desfibrilador externo automático enquanto as compressões são iniciadas. Quem estiver sozinho deve colocar o telefone no viva-voz e seguir as orientações do atendente.

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Como reconhecer a emergência

A checagem da respiração deve ser rápida, observando se o peito e a barriga sobem e descem de forma regular por, no máximo, dez segundos. Para quem não é profissional da saúde, não é necessário procurar o pulso.

Se a pessoa não responder e não respirar normalmente, ou se houver dúvida, a orientação apresentada pelos especialistas é considerar uma possível parada cardíaca e iniciar as compressões. Puxadas de ar fracas e irregulares, parecidas com soluço ou ronco, não devem ser confundidas com respiração normal.

Como fazer as compressões

A pessoa deve estar deitada de barriga para cima, sobre uma superfície firme. Quem presta o atendimento deve se ajoelhar ao lado, colocar a base de uma mão no centro do peito e a outra por cima, mantendo os braços esticados e os ombros alinhados sobre as mãos.

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Em adultos, o peito deve ser comprimido cerca de cinco centímetros, em ritmo de 100 a 120 compressões por minuto. Depois de cada compressão, é necessário deixar o tórax voltar completamente antes de pressionar novamente.

Para quem não tem treinamento, a recomendação é manter as compressões até a chegada da equipe de emergência ou até que um desfibrilador esteja disponível.

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Medo de causar lesões

Fraturas de costela podem ocorrer, principalmente em idosos, mas o risco não deve impedir o atendimento. Em uma parada cardiorrespiratória, a pessoa corre risco imediato de morte, e a falta de circulação pode causar lesões permanentes no cérebro e em outros órgãos.

Segundo dados citados pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, as chances de sobrevivência podem cair entre 7% e 10% a cada minuto sem atendimento. As orientações foram apresentadas pelo médico Luiz Gustavo Orlandi, diretor e instrutor da CoreHelp.

Links e documentos citados

Fonte: www.perfilnews.com.br