CNI aponta que escolaridade no Brasil não é suficiente para reindustrialização

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que a escolaridade dos brasileiros não tem acompanhado o necessário avanço na aprendizagem e na produtividade do trabalho, o que impacta negativamente a formação de profissionais qualificados para uma indústria mais tecnológica.

Desigualdade e produtividade

O diagnóstico, apresentado no manifesto “Uma Revolução na Educação Brasileira: Propostas por uma agenda STEM integrada da base ao ensino superior”, destaca que, apesar da expansão no acesso à educação, ainda há um “apagão de talentos” no país. A produtividade do trabalho no Brasil é de apenas US$ 21,2 por hora, em média, o que evidencia um abismo em relação a países desenvolvidos.

Desempenho escolar crítico

O estudo informa que 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível mínimo de proficiência em matemática, além de 50% em leitura e 55% em ciências, conforme dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA).

Mudança de paradigma necessária

Ricardo Alban, presidente da CNI, destaca que a educação deve se tornar o “sistema operacional da vida do trabalhador”, enfatizando que o futuro do desenvolvimento brasileiro depende da capacidade de transformar conhecimento em inovação e produtividade.

Desafios na Educação Básica

A pesquisa também aponta que a crise na Educação Básica é um dos principais fatores que dificultam a formação de mão de obra qualificada, com cerca de 38% das crianças brasileiras não atingindo o nível básico em leitura, segundo o Estudo Internacional de Progresso em Leitura (PIRLS 2021).

Links e documentos citados

Fonte: andravirtual.com.br