Profissional do sexo revela experiências após deixar emprego formal em São José do Rio Preto

Uma mulher de 35 anos trocou seu emprego com carteira assinada por uma carreira como profissional do sexo em São José do Rio Preto, SP. Em 2020, ela recebia cerca de R$ 1.045,00, o equivalente ao salário mínimo, e decidiu buscar uma renda superior.

Atualmente, a profissional ganha em média R$ 3 mil por semana, anunciando seus serviços em sites de acompanhantes. Para preservar sua privacidade e evitar a desaprovação da família, ela mantém a atividade em sigilo.

Fetiches e perfil dos clientes

Em entrevista ao g1, a mulher revelou que a maioria de seus clientes são homens, com 80% da demanda vinda do público masculino. Apenas 5% são mulheres e 15% são casais que buscam experiências a três.

Ela também mencionou que muitos clientes têm interesses por fetiches específicos, como ‘pés’ e ‘inversão’. Antes de cada encontro, a profissional utiliza preservativo e toma medicamentos antirretrovirais de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) mensalmente.

Mudanças na percepção social

A mulher observa que a sociedade tem avançado na compreensão de que muitas mulheres entram nessa profissão por dificuldades financeiras. “Hoje em dia, vejo que não há mais tanto preconceito, pois está virando ‘moda’. Existem muitas garotas novas que fazem programa para comprar iPhone e roupas caras, não é para o sustento da casa”, afirmou.

Ela também relatou que, quando realiza atendimentos em cidades que exigem deslocamento, dobra o valor do cachê.

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Fonte: g1.globo.com