CNI desenvolve estudo sobre minerais críticos para baterias

O estudo sobre minerais críticos para baterias está sendo desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Net Zero Industrial Policy Lab, da Universidade Johns Hopkins, e o Instituto E+ Transição Energética. A pesquisa pretende diagnosticar a posição do Brasil nessa cadeia produtiva e subsidiar propostas de políticas públicas.

O trabalho analisa a capacidade produtiva brasileira e a geração de valor no setor de baterias. Também mapeia a participação do país em diferentes etapas, as reservas minerais, a capacidade de extração e os desafios para ampliar a presença nacional no segmento.

Pesquisa avalia cadeia produtiva das baterias

A análise considera a cadeia completa, desde as matérias-primas até o produto final, além das políticas públicas e dos instrumentos existentes para minerais críticos e baterias. Esses insumos são usados em baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e outras aplicações ligadas à transição energética, à digitalização, à defesa e à alta tecnologia.

Segundo Fabrício Silveira, superintendente de Política Industrial da CNI, um dos objetivos é formular recomendações baseadas nas capacidades da indústria brasileira para extrair minerais críticos e transformá-los em produtos. A proposta também considera as oportunidades associadas à transição energética e ao programa Nova Indústria Brasil.

A iniciativa está relacionada à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, instituída pela Lei nº 15.506/2026. A CNI ocupa uma cadeira, com direito a voto como representante do setor privado, no Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República.

Parceria pode abranger outros setores

A CNI informou que as instituições parceiras foram escolhidas pela experiência em projetos de transição energética e política industrial. A entidade também espera desenvolver novas frentes de trabalho voltadas ao fortalecimento de cadeias produtivas em outros segmentos.

Links e documentos citados

Fonte: andravirtual.com.br