Na última quinta-feira (5), a China anunciou uma meta de crescimento econômico que reflete um dos níveis mais baixos da história recente do país, estabelecendo uma previsão de expansão entre 4,5% e 5% para 2026. Essa decisão surge em um contexto de demanda interna fraca e incertezas globais que afetam a segunda maior economia do mundo.
Contexto das Metas de Crescimento
A nova projeção é um desvio significativo em relação às metas anteriores, que nos últimos três anos estavam fixadas em ‘cerca de 5%’. Apesar de ter cumprido esses objetivos, a China enfrentou uma recuperação lenta devido às duras medidas de controle da Covid-19 e às tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump no ano passado.
Desafios Estruturais e Crise Imobiliária
O cenário econômico da China se tornou mais desafiador com a prolongada crise do setor imobiliário, que, combinada com a queda nos investimentos e um consumo interno tímido, tem contribuído para uma trajetória de crescimento achatada. A deflação também se torna um fator preocupante, revelando as dificuldades que a economia enfrenta.
Reflexão do Primeiro-Ministro
Durante a abertura da Assembleia Popular Nacional, o primeiro-ministro Li Qiang destacou a resiliência da economia chinesa, mesmo diante de adversidades. Ele afirmou que o país se encontra em um cenário complexo, caracterizado por choques externos e desafios internos, além de reconhecer problemas estruturais profundos que persistem na economia.
Planejamento Futuro
O encontro da Assembleia Popular Nacional, que conta com a participação de aproximadamente 2.900 delegados, visa aprovar o novo ‘Plano Quinquenal’. Este projeto delineará as prioridades do governo para os próximos anos, com o intuito de consolidar a posição da China como uma superpotência tecnológica global.
O Impacto das Relações Internacionais
A reunião se dá em um momento crucial, com a iminente visita de Donald Trump a Pequim para uma cúpula que abordará temas como comércio, tecnologia e relações com Taiwan. Após quase três décadas de crescimento robusto, a China agora se encontra em uma fase de desaceleração, especialmente com a emergência de novas potências econômicas na região, como a Índia.
Visão de Longo Prazo
Apesar das incertezas externas, Xi Jinping precisa lidar com pressões internas, incluindo uma economia em desaceleração. Em resposta a essas dificuldades, o governo chinês optou por ser mais cauteloso em sua abordagem de crescimento. Embora a meta de ‘cerca de 5%’ tenha sido atingida no ano passado, apenas metade das províncias cumpriram suas metas individuais.
Conclusão
A definição de uma meta de crescimento mais baixa reflete a realidade desafiadora que a China enfrenta atualmente, tanto no cenário interno quanto no externo. Embora a resiliência tenha sido uma característica marcante da economia, as dificuldades estruturais e as tensões comerciais exigem uma abordagem estratégica que equilibre crescimento e estabilidade a longo prazo.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br


