Amazonas terá reforço de aeronaves contra queimadas

As queimadas no Amazonas terão reforço de dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), que estavam em deslocamento com previsão de chegada a Manaus neste domingo (11). O início das operações estava previsto para segunda-feira (12).

A mobilização do governo federal ocorre após o estado registrar 1.380 focos de incêndio entre 1º e 10 de outubro de 2026, alta de 271% em comparação com os 372 registros contabilizados no mesmo período de 2025.

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A operação também inclui quatro aeronaves Air Tractor e dois helicópteros. Segundo o governo federal, 290 brigadistas federais já atuam no Amazonas.

Emergência reconhecida em 36 municípios

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu, em caráter sumário, a situação de emergência decretada pelo governador do Amazonas, Roberto Cidade, em 36 municípios. A medida permite viabilizar a liberação de recursos federais para o enfrentamento da crise.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, chegou ao estado no sábado (10) para acompanhar a mobilização. Na ocasião, afirmou que seriam disponibilizados equipamentos, veículos, pessoal e recursos necessários para a operação.

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São Paulo envia 30 profissionais

O governo de São Paulo mobilizou 30 profissionais para apoiar o combate às queimadas no Amazonas. A equipe é formada por 25 bombeiros militares e cinco integrantes da Defesa Civil paulista.

O embarque estava previsto para as 13h deste domingo (11). Os agentes levarão equipamentos e insumos para auxiliar no combate ao fogo e nas ações de proteção da população, do patrimônio e do meio ambiente.

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Recursos e focos de incêndio

Desde 2024, o governo federal disponibilizou R$ 45 milhões ao Amazonas, por meio do projeto ProAmazon, para reforçar a estrutura do Corpo de Bombeiros Militar. Desse total, R$ 34,7 milhões já foram liberados e cerca de R$ 10 milhões permanecem disponíveis.

Os recursos são destinados à compra de viaturas, equipamentos de segurança e estruturação de bases operacionais. De acordo com registros do MIDR, o Amazonas recebeu R$ 372.065.406,32 nos últimos três anos para ações de socorro, assistência humanitária, reconstrução e restabelecimento de serviços essenciais após desastres.

Dos 1.380 focos registrados nos dez primeiros dias de outubro, 1.186 estavam em áreas públicas, 93 em propriedades privadas e 101 em áreas sem situação fundiária definida. O levantamento também identificou 246 focos em assentamentos federais, 116 em terras indígenas e 97 em unidades de conservação.

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Os focos classificados por categorias específicas de áreas não devem ser somados aos totais por situação fundiária. Do total de registros, 174 foram relacionados ao desmatamento pelo painel; para os demais, não havia causa identificada nos dados consultados.

Fonte: Perfil News.

Links e documentos citados

Fonte: www.perfilnews.com.br