Neste Dia Internacional da Mulher, 8 de março, é importante destacar a trajetória de Gabriela Rodrigues, uma figura proeminente no setor elétrico brasileiro. Coordenando as frentes de trabalho das linhas de transmissão que se estendem por quase mil quilômetros, Gabriela se destaca em um ambiente predominantemente masculino.
Desigualdade de Gênero no Setor Elétrico
Um estudo da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) intitulado ‘As Mulheres no Setor Elétrico’ revela dados preocupantes: as mulheres representam apenas 20% da força de trabalho nesse setor. A maior parte delas ocupa funções administrativas, totalizando 66%, enquanto somente 5,5% estão em posições de alta liderança. Nesse contexto, Gabriela emerge como um exemplo de liderança, desafiando as normas estabelecidas.
Iniciativas para Aumentar a Representatividade
A empresa onde Gabriela trabalha, a ISA Energia, tem se empenhado em aumentar a participação feminina em suas equipes. Entre 2020 e 2025, a companhia notou um crescimento significativo na inclusão de mulheres, que atualmente representam 19% do total de colaboradores e 25% das posições de liderança. A meta ambiciosa é atingir 30% em ambos os segmentos até 2030.
Participação Feminina em Programas de Desenvolvimento
Nos programas de estágio, trainee e aprendiz, a presença feminina tem mostrado resultados positivos, com 46% das participantes sendo mulheres, e a expectativa é que esse número alcance 50% nos próximos quatro anos. Essas iniciativas são fundamentais para garantir um futuro mais equilibrado e inclusivo no setor.
Mulheres em Funções Técnicas
Além de ocupar posições administrativas, as mulheres também estão se aventurando em funções técnicas, como eletricistas de manutenção em subestações e técnicas de linha de transmissão. Gabriela exemplifica essa transformação, mostrando que o desempenho feminino em áreas tradicionalmente masculinas é viável e necessário para o avanço do setor.
Mudanças na Educação e Profissionais do Futuro
Gabriela acredita que a mudança de panorama não se limita ao setor elétrico, mas abrange diversas áreas da engenharia e ciências. Historicamente, poucas mulheres ingressavam em cursos de engenharia, mas esse cenário está se alterando. A luta por maior inclusão continua, com esforços sendo feitos desde a base educacional.
Conclusão: O Caminho para a Igualdade de Gênero
À frente de um grande projeto no setor de energia, Gabriela Rodrigues representa a crescente presença de mulheres em papéis de liderança e técnicos. Esse avanço é fundamental não apenas para a igualdade de gênero, mas também para a inovação e melhoria do setor como um todo. O caminho ainda é desafiador, mas as conquistas alcançadas até agora servem como um incentivo para que mais mulheres ocupem espaços significativos e transformadores na indústria elétrica.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br


