A disputa em torno do oleoduto Druzhba, conhecido como ‘Amizade’, reflete tensões crescentes entre os membros da União Europeia (UE) e a Ucrânia. Recentemente, a Hungria expressou preocupações sobre a segurança de sua fonte de petróleo, ameaçando até mesmo mobilizar suas forças armadas para proteger a infraestrutura vital, diante do que considera uma atitude permissiva da UE em relação aos ataques ucranianos.
A Crise do Oleoduto Druzhba
O oleoduto Druzhba é essencial para o fornecimento de petróleo russo à Europa, mas sua integridade tem sido comprometida por ações de serviços secretos ucranianos. A Hungria, liderada pelo primeiro-ministro Viktor Orban, questiona a inação da UE, especialmente quando as forças ucranianas têm sido acusadas de realizar ataques a esta infraestrutura. Orban, que enfrenta um cenário político desafiador com a aproximação das eleições, vê na situação uma oportunidade para reforçar seu controle interno.
Reações da Comunidade Internacional
Críticos do governo húngaro argumentam que Orban pode estar utilizando a crise como uma forma de desviar a atenção de sua baixa popularidade nas pesquisas. No entanto, a preocupação com a proteção do oleoduto é real, especialmente considerando que os serviços secretos da Ucrânia reivindicaram ataques recentes a esta infraestrutura, conforme relatado por meios de comunicação europeus.
Posição da União Europeia e da Ucrânia
A UE manifestou apoio à reativação do fluxo de petróleo através do Druzhba, mas condicionou essa decisão à vontade da Ucrânia. A Hungria, por sua vez, está cansada de esperar por ações concretas, expressando frustração com a aparente falta de urgência de Kiev em resolver os problemas que afetam os interesses europeus. O Ministro das Relações Exteriores húngaro, Peter Szijjarto, criticou a Comissão Europeia, alegando que ela está priorizando os interesses ucranianos em detrimento dos estados membros da UE.
O Jogo Político e as Consequências
Em meio a esses conflitos, a Ucrânia enviou uma carta à UE, enfatizando a necessidade de unidade e cooperação, mas também destacou que a situação atual se desenrola em benefício da Rússia. Enquanto isso, as tensões internas da UE se intensificam, com a Hungria ameaçando vetar novas sanções contra a Rússia até que suas preocupações sejam tratadas. A situação se complica ainda mais com a percepção de que a Ucrânia não está cumprindo suas obrigações como um potencial membro da UE.
Considerações Finais
A crise em torno do oleoduto Druzhba não é apenas uma questão de segurança energética, mas também uma manifestação das divisões políticas dentro da UE. A Hungria e a Ucrânia estão em um impasse, com a UE lutando para equilibrar seus interesses e garantir a estabilidade. À medida que a situação evolui, as repercussões podem ser significativas, não apenas para as relações entre esses países, mas também para a política energética da Europa como um todo.
Fonte: https://www.rt.com


