O cenário político atual revela um dilema significativo para o governo federal, que demonstra dificuldade em capitalizar a questão da segurança pública. Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, compartilhou suas observações durante uma entrevista ao WW na noite de quarta-feira, 25. Segundo ele, a aprovação do PL Antifacção tem beneficiado mais a oposição do que o governo.
Impacto Político do PL Antifacção
Noronha argumenta que o endurecimento do projeto, que foi modificado pelo governo, teve consequências políticas adversas. Ele enfatizou que a administração atual não está conseguindo tirar proveito do debate sobre segurança pública, um tema que ressoa profundamente com a população. O especialista apontou que, em momentos críticos, como após a operação policial no Rio de Janeiro em 2025, a percepção da população sobre a segurança pode ser favorável, mas o governo ainda falha em se alinhar a essa expectativa.
Votação da PEC da Segurança Pública
A próxima votação da PEC da Segurança Pública, agendada para a próxima semana, é um momento crucial. Noronha acredita que, ao vetar certos aspectos do PL Antifacção, o governo pode estar prejudicando sua imagem e sua capacidade de se conectar com as preocupações da população. A segurança é vista como a principal problemática pelos brasileiros, e a gestão parece não estar aproveitando a oportunidade de se posicionar firmemente sobre o assunto.
A Percepção da População
A análise de Noronha destaca que a violência é considerada a maior preocupação nacional. O descaso em relação aos anseios da população pode resultar em uma imagem negativa para o governo, que corre o risco de ser visto como ineficaz no combate à criminalidade. Com isso, ele conclui que a oposição é quem se beneficia nesse contexto, capitalizando sobre a insatisfação popular com as medidas governamentais.
Em suma, a situação atual do PL Antifacção ilustra a complexidade da política de segurança pública no Brasil e a necessidade de uma abordagem mais eficaz por parte do governo para atender às demandas da população e fortalecer sua posição política.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br


