O setor imobiliário no Brasil atingiu marcos históricos em 2025, assegurando um desempenho notável com o lançamento de 133.811 unidades apenas no quarto trimestre. Esse número representa um crescimento de 18,6% em relação ao trimestre anterior, evidenciando a recuperação e expansão do mercado.
Lançamentos e Investimentos em Alta
Ao longo do ano, o valor total de lançamentos imobiliários alcançou R$ 292 bilhões, superando em 10,6% o montante registrado em 2024. Fernando Guedes, secretário-executivo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), atribui parte desse sucesso ao programa Minha Casa Minha Vida, que representou 50% do total de produtos vendidos e lançados em 2025.
Demanda Sustentada em Meio a Juros Elevados
Apesar da pressão dos altos juros durante a maior parte de 2025, o mercado imobiliário continuou aquecido. Guedes observou que a elevada demanda por moradia no Brasil foi um fator crucial. Segundo ele, o déficit habitacional ainda é significativo e muitos brasileiros estão buscando alternativas ao aluguel, desejando melhorar suas condições habitacionais ou investir em imóveis menores para locação.
Expansão Regional e Expectativas Futuras
O programa habitacional também teve impacto em regiões que anteriormente eram menos ativas no setor. Guedes destacou um aumento nas entregas em áreas como o Norte e o Nordeste do Brasil. Para 2026, as previsões são otimistas, especialmente com a expectativa de redução nas taxas de juros e um orçamento recorde de R$ 144 bilhões para o Minha Casa Minha Vida.
Reformas no Sistema de Financiamento
Além disso, uma readequação no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) deve favorecer o mercado de média renda. Guedes concluiu que a possível queda nas taxas de juros pode abrir oportunidades para mais pessoas entrarem no mercado imobiliário, ampliando o acesso à moradia.
Em suma, o desempenho sólido do setor imobiliário em 2025, impulsionado principalmente pelo Minha Casa Minha Vida, reflete uma combinação de demanda robusta, investimentos significativos e ajustes nas políticas de financiamento. As perspectivas para o próximo ano são promissoras, com a expectativa de que essas tendências continuem a evoluir.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br


