Arborização se destaca como estratégia contra o calor extremo no interior paulista

A arborização urbana tem se mostrado uma importante estratégia para combater o calor extremo no interior de São Paulo. Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) conduzem estudos em Tupã e Adamantina, onde analisam o impacto das árvores nas temperaturas locais.

As medições realizadas em dias ensolarados revelaram que a temperatura do asfalto pode chegar a até 70°C, enquanto em áreas sombreadas, a diferença pode ultrapassar 30°C. Marília, por exemplo, é uma das cidades que se destaca com 94,9% de suas vias públicas arborizadas, superando a capital paulista. Entretanto, a distribuição das árvores na cidade ainda não é uniforme.

Iniciativas de arborização em Marília

O projeto ‘Planta Aí’ incentiva os moradores de Marília a plantar árvores em suas residências. Desde fevereiro, mais de 170 casas participaram da iniciativa, contribuindo para o aumento da cobertura vegetal na cidade.

O papel das árvores na adaptação climática

As mudanças climáticas têm se tornado cada vez mais evidentes, com ondas de calor, períodos de seca e chuvas intensas se tornando frequentes. Nesse contexto, a arborização urbana se revela uma aliada, proporcionando sombra e reduzindo a exposição direta à radiação solar, o que resulta em ambientes mais confortáveis.

Quadros de arborização urbana viram aliados contra ondas de calor no interior de SP
G1

Em um dos testes realizados, das 13h até o início da tarde, a temperatura do asfalto sob a luz solar intensa atingiu quase 70°C, enquanto na sombra a temperatura foi significativamente menor. Rodrigo Shioda, pesquisador e gestor ambiental, alertou sobre os efeitos prejudiciais das podas drásticas nas árvores, que podem comprometer seu desenvolvimento.

Importância da conscientização e gestão pública

Angélica Gois Morales, também pesquisadora da Unesp, enfatizou a necessidade de que os dados científicos sobre o impacto da arborização cheguem à população e ao poder público. Segundo ela, a preservação das árvores depende não só da comunidade, mas também de uma gestão pública que considere o manejo adequado.

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Links e documentos citados

Fonte: g1.globo.com