CÂMARA DE CASTILHO APROVA RETROESCAVADEIRA E EXPÕE QUEIXAS SOBRE ATENDIMENTO NO CAMPO

A Câmara de Castilho voltou a colocar a zona rural no centro do debate político nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, durante a 10ª Sessão Ordinária. O ponto que mais chamou atenção foi a aprovação do projeto que autoriza crédito adicional especial para a compra de uma retroescavadeira, em meio a relatos públicos de demora no atendimento a produtores e reclamações sobre possível desigualdade no uso de máquinas da Prefeitura.

A discussão ganhou força quando vereadores defenderam a necessidade urgente de reforço no maquinário do município, especialmente para atender serviços no setor agrícola. O tema saiu do campo técnico e entrou em uma área mais sensível: a percepção de parte dos moradores da zona rural de que o sistema atual precisa ser mais transparente, mais previsível e mais justo.

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A sessão teve início por volta das 9h20, com abertura oficial do presidente da Câmara, João Paulo Soares de Araújo. A leitura bíblica foi feita pela vereadora Valéria, antes do início das falas em tribuna, da leitura do expediente e da votação dos projetos do dia.

CÂMARA DE CASTILHO APROVA RETROESCAVADEIRA PARA O DEPARTAMENTO AGRÍCOLA

O principal projeto debatido e votado na ordem do dia foi o Projeto de Lei do Executivo nº 25, que trata da abertura de crédito adicional especial para a aquisição de uma retroescavadeira.

Durante a discussão, o vereador Daniel afirmou que a compra atende a uma reivindicação antiga do Legislativo e destacou que a máquina deverá ser destinada ao atendimento de demandas da área rural. Segundo ele, hoje o Departamento Agrícola não conta com retroescavadeira própria, o que compromete a agilidade em vários serviços importantes.

Na prática, a nova máquina deve ser usada em ações como abertura de poços para peixe, apoio a serviços em propriedades rurais, manutenção de demandas agrícolas e reforço da estrutura operacional do município.

A fala do vereador reforçou um ponto que vem sendo repetido por produtores e também por parlamentares: o maquinário disponível já não consegue responder com a velocidade que o campo precisa.

PRODUTORES RECLAMAM DE DEMORA E DE POSSÍVEL FAVORECIMENTO

Foi na fala do vereador San Borges que o debate ganhou um tom mais direto e mais político.

Ao comentar a aprovação da retroescavadeira, ele disse que a compra é importante, mas ponderou que o problema não está apenas na quantidade de máquinas disponíveis. Segundo ele, o que mais tem chegado aos vereadores são reclamações sobre a forma como os atendimentos vêm ocorrendo.

De acordo com o relato feito na tribuna, muitos produtores afirmam que fazem o pedido de serviço, aguardam por longo período e, enquanto isso, veem maquinários atendendo outros locais antes.

A crítica mais sensível apareceu justamente aí: a sensação de que, em alguns casos, alguns conseguem ser atendidos mais rapidamente do que outros.

Sem acusar formalmente qualquer irregularidade, a fala expôs um incômodo que, politicamente, tem peso. Quando a fila não é clara, a desconfiança cresce. E quando se trata de máquina pública em atendimento rural, isso toca diretamente a relação entre Prefeitura, produção e confiança pública.

A PROPOSTA DE UM APLICATIVO PARA ORGANIZAR A FILA

Foi nesse contexto que San Borges apresentou, em plenário, uma proposta que pode virar um dos assuntos mais comentados da semana na política local: a criação de um aplicativo para organizar o uso dos maquinários da Prefeitura.

A ideia, segundo ele, seria simples e objetiva.

O sistema permitiria que o produtor fizesse o pedido pelo celular, acompanhasse a fila, visualizasse a ordem de atendimento e tivesse mais clareza sobre quando o serviço seria executado.

Na avaliação do vereador, isso ajudaria a reduzir a sensação de privilégio e tornaria o atendimento mais impessoal, mais transparente e mais fácil de acompanhar.

Ele ainda afirmou, durante a sessão, que se o Poder Executivo tiver interesse, há pessoas que poderiam até colaborar com a criação desse sistema de forma gratuita.

A proposta, embora ainda esteja no campo da sugestão política, toca num ponto muito atual: governança pública com transparência digital.

BASTIDOR REFORÇA QUE O TEMA DEVE VOLTAR EM FORMA DE REQUERIMENTO

Após o encerramento da sessão, houve ainda um detalhe importante de bastidor.

Em conversa depois dos trabalhos legislativos, o vereador San Borges confirmou que pretende formalizar a ideia por meio de requerimento, para que a discussão não fique apenas na tribuna.

Segundo ele, o objetivo seria facilitar a vida dos produtores que dependem do maquinário para tocar a produção e reduzir as reclamações sobre desigualdade no acesso ao serviço.

Esse movimento muda o peso da fala. Uma coisa é um comentário feito durante o debate. Outra é transformar isso em documento legislativo, abrindo espaço para cobrança oficial, resposta do Executivo e eventual encaminhamento administrativo.

Se isso acontecer, a discussão sobre a retroescavadeira pode ser apenas o começo de um debate maior sobre como Castilho organiza o atendimento rural com máquinas públicas.

POR QUE ESSE TEMA TEM TANTO PESO EM CASTILHO

A política local costuma ser mais sensível quando mexe com três áreas: saúde, zona rural e serviços básicos.

E esse caso encosta justamente em um desses pilares.

Em municípios como Castilho, o acesso ao maquinário público não é um assunto secundário. Ele interfere diretamente na rotina de pequenos produtores, sitiantes, assentados e trabalhadores que dependem do ritmo da terra e da janela certa para executar serviços.

Quando um pedido demora, isso não representa apenas espera burocrática. Muitas vezes representa atraso na produção, perda de oportunidade, aumento de custo e desgaste com o poder público.

Por isso, o debate não gira apenas em torno de uma retroescavadeira nova. O que está em jogo é o modelo de atendimento.

A compra da máquina resolve parte do problema estrutural. Mas a fala dos vereadores deixou claro que existe também uma cobrança por critério, ordem e previsibilidade.

CÂMARA DE CASTILHO TAMBÉM TEVE OUTROS TEMAS NA SESSÃO

Embora a retroescavadeira tenha dominado o foco político, a sessão também registrou outros assuntos importantes.

Entre eles, a apresentação de projetos, requerimentos e indicações ligados a áreas como infraestrutura urbana, saúde, limpeza pública e educação.

Um dos projetos lidos prevê a denominação da UBS do Alvorada com o nome de Doutor Antônio Carlos Ribeiro, homenagem que também deve repercutir entre moradores e familiares.

Também foi aprovado requerimento solicitando informações sobre pavimentação asfáltica em vias do município, além da leitura de indicações relacionadas à coleta de lixo no bairro Marielle Vive, pintura de espaço público no reassentamento Jupiá, melhorias em escola municipal e reforço de maquinário pesado.

Ou seja: embora a sessão tenha sido relativamente objetiva, ela produziu uma pauta forte para o noticiário local e deixou sinais de que temas ligados à estrutura da cidade e à prestação de serviços devem continuar ocupando espaço nas próximas reuniões do Legislativo.

MUTIRÃO DE CASTRAÇÃO TAMBÉM FOI ANUNCIADO NA TRIBUNA

Antes mesmo do avanço da pauta formal da sessão, o vereador Daniel utilizou a tribuna para divulgar uma informação de serviço público.

Ele avisou que o mutirão de castração de animais teria início já no dia seguinte, com atendimento programado para dois dias em Castilho. Durante a fala, orientou os moradores que já haviam feito cadastro a comparecerem com os animais nos horários agendados.

Também pediu que quem ainda não havia se inscrito buscasse contato com o setor responsável pela proteção animal para verificar a possibilidade de inclusão.

O anúncio, embora breve, teve caráter prático e de interesse imediato para a população.

O QUE A SESSÃO MOSTROU, NA PRÁTICA

A Câmara de Castilho desta segunda-feira mostrou uma coisa com clareza: quando a pauta encosta na vida real do produtor, do morador e do serviço público, o debate sai do papel e ganha pressão.

A aprovação da retroescavadeira foi bem recebida, mas a sessão também revelou que só comprar máquina talvez já não seja suficiente para responder ao que a população espera.

Hoje, a cobrança parece ser por duas coisas ao mesmo tempo: estrutura e justiça no atendimento.

E é justamente aí que a proposta do aplicativo ganha força política. Porque ela conversa com uma insatisfação que já existe e tenta responder a uma pergunta simples, mas poderosa: quem entra primeiro na fila — e por quê?

Se esse debate avançar, a 10ª Sessão Ordinária pode acabar sendo lembrada não apenas pela compra de uma máquina, mas pelo momento em que a Câmara expôs publicamente uma cobrança que já vinha crescendo no campo.

Para acompanhar mais conteúdos sobre o Legislativo local, o leitor também pode acessar a editoria especial da Câmara em: https://castilhosp.com.br/category/camara-municipal-de-castilho/ e outras coberturas do município em https://castilho.jor.br.

FAQ

O que foi aprovado sobre máquinas na sessão da Câmara?

Foi aprovado o projeto que autoriza crédito adicional especial para a compra de uma retroescavadeira para atendimento de demandas do município.

O que o vereador San Borges propôs na sessão?

Ele sugeriu a criação de um aplicativo para organizar os pedidos de uso dos maquinários da Prefeitura e tornar o atendimento mais transparente.

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