No dia 18 de fevereiro de 2026, uma tartaruga-verde foi descoberta morta na Praia do Plaza, localizada em Itapema, no litoral de Santa Catarina. O animal estava com uma corda envolta no pescoço, presa a um bloco de concreto, o que levantou preocupações sobre a intervenção humana na morte do animal.
Evidências de Crueldade
De acordo com a equipe técnica da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que atua no Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), a tartaruga apresentava indícios claros de atos de vandalismo e crueldade. A presença da corda sugere que o animal foi deliberadamente maltratado, levantando questões sobre a proteção da fauna marinha na região.
Condições do Animal e Implicações Legais
A tartaruga em questão era juvenil e, devido ao estado avançado de decomposição, não foi possível realizar uma avaliação precisa de sua saúde antes da morte. Isso impossibilitou determinar se o animal ainda estava vivo quando foi amarrado ao bloco de concreto. Essa situação ressalta a urgência do monitoramento da fauna e a necessidade de ações efetivas para evitar tais incidentes.
Legislação e Denúncias
No Brasil, a proteção à vida silvestre é respaldada pela Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998), que proíbe a captura, morte e qualquer forma de perturbação da fauna. Esta legislação estabelece penalidades que incluem multas e detenção para aqueles que infringem as normas. O Projeto de Monitoramento de Praias destaca a importância de relatar crimes ambientais, incentivando a população a realizar denúncias à Polícia Militar Ambiental através da Ouvidoria-Geral do Estado de Santa Catarina.
Conclusão
A morte da tartaruga-verde em Itapema serve como um triste lembrete sobre os desafios enfrentados na proteção da vida marinha. Casos como este evidenciam a necessidade de conscientização e educação ambiental, além da importância de ações efetivas para a preservação das espécies ameaçadas. A colaboração da comunidade é crucial para a proteção da fauna e para a construção de um futuro mais sustentável.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br


