Queda das Taxas de Juros Futuros Após Leilão do Tesouro

Queda das Taxas de Juros Futuros Após Leilão do Tesouro

Na quinta-feira, dia 26, o mercado financeiro brasileiro apresentou uma leve queda nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), refletindo a influência positiva do leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional. Apesar de um início com taxas mais altas, o cenário mudou ao longo do dia, levando os rendimentos a se afastarem das máximas registradas.

Desempenho dos DIs e Impacto do Leilão

No fechamento da tarde, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2028 registrou 12,485%, uma queda de 5 pontos-base em relação ao ajuste anterior, que foi de 12,535%. Para o contrato de janeiro de 2031, a taxa ficou em 12,955%, com uma diminuição de 3 pontos-base. O início do dia havia sido marcado por taxas mais elevadas, influenciadas pela realização do leilão de títulos, onde o Tesouro vendeu 20 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 8,5 milhões de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F).

Comportamento do Mercado e Expectativas do Banco Central

Após o leilão, as taxas dos DIs começaram a se firmar em baixa, especialmente entre os contratos de curto prazo. Essa mudança de tendência é atribuída à crescente expectativa de que o Banco Central do Brasil poderá iniciar um ciclo de cortes na taxa Selic, estimando uma redução de 50 pontos-base já em março. O movimento foi sustentado pela percepção de que as condições econômicas estão se ajustando para possibilitar essa ação.

Influência Externa e Incertezas Geopolíticas

O desempenho do mercado brasileiro também foi influenciado pela queda nos rendimentos dos Treasuries, que se consolidou à tarde devido à demanda por ativos considerados seguros, em meio a incertezas no Oriente Médio. A cautela permanece, especialmente após declarações de uma autoridade iraniana que indicou a possibilidade de um acordo entre Irã e EUA, desde que as questões nucleares sejam tratadas separadamente.

Expectativas para o IPCA-15 e Cenário Futuro

Com a atenção do mercado voltada para a divulgação do IPCA-15, um indicador que serve como prévia da inflação, as expectativas estão altas. O índice, que diz respeito ao mês de fevereiro, pode ter um impacto significativo na curva de juros, considerando que o mercado já precifica um corte na Selic em março. Às 16h36, o rendimento do Treasury de dez anos, que é um importante referencial global, apresentou uma queda de 2 pontos-base, fixando-se em 4,025%.

Embora o recuo das taxas de juros tenha ocorrido, o dia não foi totalmente favorável para os ativos brasileiros, com o Ibovespa apresentando queda e o dólar se valorizando em relação ao real. O cenário econômico continua desafiador, exigindo atenção dos investidores às próximas divulgações e movimentações no mercado.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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