A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) divulgou, nesta quarta-feira (25), que 11 dos 51 casos notificados de Mpox no estado foram confirmados. A maior parte das ocorrências está concentrada na capital, porém não há registro de mortes associadas à doença até o momento. Os dados refletem análises realizadas até a terça-feira (24).
Comparativo com Anos Anteriores
Em uma análise comparativa, observou-se que no mesmo período do ano passado, 16 casos haviam sido confirmados, enquanto em 2024 o total atingiu 92. Em 2025, o estado contabilizou 492 notificações com 117 confirmações ao longo do ano, sem registrar óbitos. No ano anterior, foram 1.057 notificações, com 328 confirmações, também sem mortes.
Orientações da Secretaria de Saúde
Mário Sérgio Ribeiro, subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES-RJ, tranquilizou a população, afirmando não haver motivo para preocupação significativa, desde que medidas básicas de prevenção sejam adotadas. A secretaria realiza monitoramento contínuo da doença em todo o estado e fornece orientações aos municípios sobre investigação, diagnóstico e controle da Mpox.
Características e Sintomas da Mpox
A Mpox é causada pelo Mpox vírus (MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. A infecção pode provocar uma variedade de sintomas, incluindo erupções cutâneas, inchaço nos gânglios linfáticos e febre. Outros sinais a serem observados são dores de cabeça, mal-estar geral, calafrios e fadiga. As lesões podem variar em número e geralmente aparecem no rosto, palmas das mãos e plantas dos pés, mas podem surgir em qualquer área do corpo, incluindo a região genital.
Transmissão e Diagnóstico da Doença
A transmissão entre humanos ocorre principalmente através do contato próximo com lesões de pele ou fluidos corporais de indivíduos infectados, bem como por meio de objetos contaminados, como toalhas e roupas de cama. O contágio por gotículas requer proximidade com o portador da doença, e também é possível a infecção por animais silvestres infectados, como roedores. O diagnóstico é realizado em laboratório, por meio de testes moleculares ou sequenciamento genético.
Importância da Busca por Atendimento Médico
Caso haja suspeita de infecção por Mpox, é crucial procurar uma unidade de saúde imediatamente. O período de incubação, que é o intervalo entre a exposição ao vírus e o surgimento dos primeiros sintomas, pode variar de três a 16 dias, podendo se estender até 21 dias em algumas situações.
Considerações Finais
A situação atual da Mpox no Rio de Janeiro exige atenção, mas as autoridades de saúde ressaltam que, com os cuidados adequados, é possível manejar a doença com eficácia. O acompanhamento dos casos e a conscientização da população são fundamentais para o controle da disseminação do vírus.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br


