Feminicídio é um termo que ganhou destaque nas discussões sobre violência contra a mulher. Na tarde desta segunda-feira (16), a professora Luciene Naves Correia, de 51 anos, foi brutalmente assassinada em Cuiabá, Mato Grosso. O principal suspeito do crime é seu ex-marido, que teria invadido a casa da vítima e disparado contra ela.
Circunstâncias do Crime
De acordo com informações da Polícia Civil, Luciene foi encontrada morta na calçada de sua residência. O crime ocorreu na região de Osmar Cabral, onde sua filha estava presente e relatou que o pai havia planejado o assassinato.
Conforme o relato, o suspeito desligou o padrão de energia da casa, pulou o muro e aguardou Luciene sair. Quando ela foi verificar o que estava acontecendo, foi alvejada pelo ex-companheiro. O ato cruel não apenas tirou a vida da professora, mas também deixou a filha, que está grávida, em estado de choque.
Tentativa de Homicídio
Após cometer o feminicídio, o suspeito tentou matar a filha, que se encontrava trancada em seu quarto. Ao não conseguir arrombar a porta, o homem fugiu com a arma do crime em direção ao bairro Jardim Liberdade. O desespero e a violência do ato são um reflexo trágico do que muitas mulheres enfrentam em situações de violência doméstica.
A Morte do Suspeito
O homem, de 61 anos, foi encontrado por um policial de folga enquanto tentava escapar. O agente, reconhecendo o suspeito, deu voz de prisão, mas o homem resistiu e apontou a arma em direção ao policial. Em legítima defesa, o agente atirou, resultando na morte do ex-marido de Luciene.
Quem Foi Luciene Naves Correia
Luciene Naves Correia era professora da rede pública, atuando na Escola Municipal Constança Palma Bem Bem. Desde 2009, ela dedicava sua vida à educação em Cuiabá, trabalhando como Cuidadora de Aluno com Deficiência (CAD). Sua contribuição à comunidade escolar era notável, e seu trabalho era reconhecido por alunos e colegas.
O prefeito Abilio Brunini expressou seu pesar pela perda, afirmando que é preciso repudiar e combater a violência contra as mulheres. “Que Deus receba essa mulher com sua infinita benção”, disse em nota oficial.
Repercussão da Tragédia
A morte de Luciene gerou uma onda de indignação e tristeza entre colegas e alunos. O Sintep, subsede de Cuiabá, também se manifestou, lamentando a perda e ressaltando a importância do legado que a professora deixou em sua carreira.
A nota do sindicato destacou: “Que Deus conforte a família e todos que sofrem com esta perda”. O caso reforça a urgência de se discutir a violência de gênero e a necessidade de medidas efetivas de proteção às mulheres.
Como Combater a Violência de Gênero
A situação trágica de Luciene Naves Correia é um apelo para que a sociedade se una no combate à violência de gênero. É fundamental que as mulheres conheçam seus direitos e as ferramentas disponíveis para se protegerem.
Iniciativas como campanhas de conscientização, apoio psicológico e serviços de denúncia são essenciais. Organizações e grupos comunitários têm um papel crucial em oferecer suporte e informação.
FAQ sobre Feminicídio
1. O que é feminicídio? O feminicídio é o assassinato de mulheres motivado por questões de gênero, geralmente em contextos de violência doméstica.
2. Como posso denunciar casos de violência? É possível denunciar através de canais de atendimento como o 180, que é a Central de Atendimento à Mulher.
3. Quais são os sinais de que uma mulher está em risco? Sinais incluem isolamento social, controle excessivo do parceiro e relatos de agressões físicas ou psicológicas.
4. O que fazer se eu souber de um caso de feminicídio? É fundamental comunicar as autoridades e apoiar a vítima, oferecendo ajuda para que ela busque proteção.
5. Onde encontrar apoio psicológico? Muitas ONGs e centros de saúde oferecem apoio psicológico para vítimas de violência. Procure informações na sua localidade.
A tragédia vivida por Luciene é um lembrete doloroso da necessidade de um olhar atento e ações concretas para proteger as mulheres. Continue acompanhando as notícias aqui no JBR – Jornal Brasil Regional.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br