Nesta quinta-feira, 26 de outubro, teve início a terceira rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, em Genebra, na Suíça. As informações foram divulgadas pela agência estatal iraniana IRNA, que relata a chegada das delegações dos dois países à residência do embaixador de Omã, responsável pela mediação das conversas.
Contexto das Negociações
As discussões visam lidar com o programa nuclear iraniano e a possibilidade de flexibilização das sanções impostas ao país. No entanto, as partes envolvidas já demonstraram ceticismo em relação às intenções uma da outra, o que pode dificultar o progresso nas negociações.
Participantes e Mediação
O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, estão entre os representantes americanos nas conversações. Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, lidera a delegação. As negociações seguem a mediação do ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, que também esteve presente nas discussões da semana anterior.
Apostando em Soluções Diplomáticas
Durante seu discurso sobre o Estado da União, Trump enfatizou a preferência por uma resolução diplomática, mas também deixou claro que não permitirá que o Irã desenvolva armas nucleares. Para reforçar sua posição, os EUA têm mobilizado um grande contingente militar na região, incluindo caças e grupos de ataque de porta-aviões, com o intuito de pressionar o Irã a fazer concessões.
Desafios nas Conversas
Embora o foco principal das negociações seja o programa nuclear, a recusa do Irã em discutir seu programa de mísseis balísticos é vista como uma questão crítica que precisa ser abordada. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, destacou que esses mísseis são projetados para atingir os Estados Unidos, representando uma séria ameaça à estabilidade regional.
Pressão Militar e Econômica
A presença militar dos EUA no Oriente Médio é a maior desde a invasão do Iraque em 2003, gerando preocupações sobre um possível conflito regional. O Irã, por sua vez, já ameaçou retaliar qualquer ataque e, em declarações recentes, Araqchi afirmou que o país busca um acordo rápido e justo, mas sem abrir mão do direito ao uso pacífico da tecnologia nuclear.
Impacto Econômico e Expectativas Futuras
Os preços do petróleo apresentaram leve alta, enquanto investidores monitoram as negociações, temendo que um conflito militar possa interromper o fornecimento da região. A Arábia Saudita, em resposta à incerteza, está aumentando sua produção e exportações de petróleo, preparando-se para um possível ataque americano ao Irã.
Conclusão
As negociações em Genebra são um passo crucial no longo caminho para a resolução das tensões entre os EUA e o Irã. Apesar dos desafios, as partes parecem cientes da necessidade de buscar uma solução diplomática que evite um confronto militar, ressaltando a complexidade da situação e as múltiplas camadas envolvidas na questão nuclear iraniana.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br


