Na última quarta-feira, 25 de fevereiro, Brasília sediou o seminário intitulado “Mapa do Caminho — Biocombustíveis: a Rota Mais Curta”, promovido pela Comissão Especial de Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde (CEENERG). O evento, realizado no Plenário 8 da Câmara dos Deputados, contou com a colaboração da Coalizão pelos Biocombustíveis.
Diretrizes para Redução de Combustíveis Fósseis
Sob a liderança do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), o seminário teve como foco a elaboração de diretrizes destinadas à diminuição do uso de combustíveis fósseis e à implementação de políticas públicas que favoreçam a descarbonização. Os participantes discutiram a importância de inovações tecnológicas, da segurança regulatória e de mecanismos de financiamento no processo de transição energética.
Apresentação do Mapa do Caminho Internacional
Durante o evento, foi divulgada a minuta do “Mapa do Caminho Internacional”, uma proposta voltada para a redução dos combustíveis fósseis, que será oficialmente apresentada até o final de outubro. A comissão disponibilizará o documento para sugestões no seu site até o dia 3 de março, e ele será enviado à presidência da COP30.
Participação de Autoridades e Especialistas
O seminário contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, e outros deputados como Alceu Moreira e Pedro Lupion. Além deles, marcaram presença representantes de instituições relevantes, como Luis Viga, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), e Pietro Mendes, diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Hidrogênio como Pilar da Economia Verde
Um dos destaques do seminário foi a fala de Luis Viga, que enfatizou o hidrogênio como um elemento crucial para a nova economia verde do Brasil. Ele argumentou que o hidrogênio possui aplicações significativas em diversos setores, incluindo combustíveis, siderurgia e produção de fertilizantes.
Importância das Parcerias Público-Privadas
Viga também abordou a necessidade de articulação entre instituições e segurança para atrair investimentos. Ele destacou que parcerias público-privadas são essenciais para estruturar a produção e garantir a escala necessária para os projetos. Um exemplo citado foi um projeto em Minas Gerais, apoiado pelo PAC e pelo BNDES, que visa a produção de fertilizantes e a diminuição da dependência de insumos externos.
Desenvolvimento Social e Competitividade Internacional
Além dos benefícios ambientais, Viga salientou que o desenvolvimento social nas regiões que se beneficiarão da expansão do polo industrial de hidrogênio é fundamental. Ele mencionou que essa cadeia produtiva é de alta tecnologia, já contando com fornecimento nacional de componentes, o que pode impulsionar a neoindustrialização do país.
Por fim, o especialista reforçou a importância de uma estratégia clara para posicionar o Brasil no mercado internacional de hidrogênio. Ele pediu que esforços sejam intensificados para estabelecer mercados externos e facilitar a exportação do hidrogênio brasileiro.
O seminário evidenciou a importância do debate sobre a transição energética e a relevância dos biocombustíveis na construção de um futuro mais sustentável.
Fonte: https://jornaldiadia.com.br


