O Carnaval de 2026 no Rio de Janeiro promete ser um marco não apenas pela consagração da Unidos do Viradouro, mas também pela fusão entre o samba e a moda internacional. Juliana Paes, aos 46 anos, retorna ao cargo de rainha de bateria da escola campeã de Niterói, trazendo consigo a essência da folia carioca e uma homenagem ao seu mestre de bateria, Ciça.
Colaboração com Dolce & Gabbana
A estilização da fantasia de Juliana foi orquestrada pelo stylist Yan Accioli, que se viu reenergizado após receber o convite da atriz. Ele descreve a parceria com a renomada grife italiana Dolce & Gabbana como uma oportunidade de transformar o desfile em um evento de alta-costura ao ar livre. A intenção era criar uma peça que não apenas refletisse a realeza, mas que também estivesse profundamente conectada ao enredo desenvolvido por Tarcísio Zanon.
A Estética da Realeza
Diferente de fantasias que focam em brilhar de maneira abstrata, o figurino de Juliana foi projetado para dialogar com a narrativa da escola. Yan destaca que a rainha deve conduzir a bateria, e seu traje não pode de forma alguma destoar da história que está sendo contada. “A ideia era que Juliana fosse uma rainha literal: imponente, luxuosa, com uma estética que refletisse a opulência e a tradição”, afirma.
Integração Cultural e Logística
O processo de criação da fantasia envolveu uma verdadeira troca cultural. Enquanto a equipe da Viradouro se dedicava à engenharia da peça, incluindo moldes e a estrutura, o acabamento foi realizado por artesãos italianos. “Enviamos os moldes para Milão para que eles fizessem a finalização. A equipe da D&G chegou ao Brasil em janeiro e se instalou no barracão da Viradouro”, relata Yan.
Detalhes da Confecção
O trabalho manual foi extraordinário, totalizando cerca de 250 horas. Optou-se por cristais Swarovski cuidadosamente aplicados à mão, sem o uso de cola quente, para garantir a essência da alta-costura. O veludo utilizado é de origem italiana e as penas foram reutilizadas, doadas pela própria escola, mostrando um compromisso com a sustentabilidade.
O Conforto em Primeiro Lugar
Apesar do foco no luxo, o conforto de Juliana foi uma prioridade. A atriz, com vasta experiência na avenida, participou ativamente de cada detalhe ergonômico da fantasia. Um cetro histórico, oriundo de um antiquário europeu especializado em itens de nobreza, foi alugado para complementar o visual. Contudo, enquanto a preparação avançava, questões práticas surgiram, exigindo adaptações de última hora, como a transformação da capa em um acessório removível.
A Emoção do Desfile
A consagração da Viradouro em 2026 representa o ápice de um processo repleto de emoção, com a única exigência de Juliana sendo a diversão. A imagem da rainha ao lado do mestre Ciça encapsula a tradição e a paixão do Carnaval. Yan reflete sobre a importância da emoção na festa: “Não existe Carnaval sem emoção”, enfatiza, lembrando a força simbólica da união entre a rainha e o rei durante a apresentação.
Conclusão
A fantasia de Juliana Paes para o Carnaval de 2026 não é apenas um traje; é uma obra-prima que simboliza a interseção entre a cultura brasileira e a moda internacional. Com uma criação que honra a tradição do samba enquanto abraça a alta-costura, a Viradouro e sua rainha oferecem um espetáculo que promete permanecer na memória de todos os amantes do Carnaval.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br


