Dermatilomania: Compreendendo o Transtorno Enfrentado pela Filha de Flávia Alessandra

Dermatilomania: Compreendendo o Transtorno Enfrentado pela Filha de Flávia Alessandra

A dermatilomania, ou transtorno de escoriação, é uma condição psiquiátrica que se caracteriza por um impulso incontrolável de cutucar, espremer ou ferir a própria pele repetidamente. Este comportamento, comumente associado à ansiedade e à dificuldade de controle dos impulsos, tem ganhado atenção especial após a influenciadora Giulia Costa, filha da atriz Flávia Alessandra, compartilhar sua experiência nas redes sociais.

O Relato de Giulia Costa

Aos 25 anos, Giulia revelou que recebeu o diagnóstico de dermatilomania após enfrentar crises intensas de ansiedade. Apesar de estar atravessando um período positivo em sua vida, ela admitiu que suas emoções estavam abaladas. Em um momento crítico, machucou gravemente suas mãos, relatando: ‘A ansiedade atacou como poucas vezes e eu machuquei toda a minha mão.’ Esse relato destaca a luta interna que muitos enfrentam, mesmo quando externamente tudo parece bem.

Entendendo a Dermatilomania

A condição, que afeta entre 3% e 5% da população mundial, foi reconhecida oficialmente como um distúrbio pela American Psychiatric Association em 2013. Um dado alarmante é que as mulheres representam cerca de 80% dos diagnósticos. Apesar de sua prevalência, muitos indivíduos não recebem tratamento devido a sentimentos de vergonha ou falta de conhecimento sobre o transtorno.

Causas e Ciclo do Comportamento

De acordo com a dermatologista Natasha Crepaldi, a dermatilomania é caracterizada por um ciclo difícil de interromper, onde o impulso de machucar a pele se torna quase automático. ‘Não é uma questão de força de vontade, mas sim um transtorno ligado à ansiedade e controle de impulsos’, explicou. Os sinais de alerta incluem feridas persistentes em áreas acessíveis às mãos, além de manchas e cicatrizes frequentes. O ciclo se intensifica com a culpa e a vergonha, levando a pessoa a buscar alívio em momentos de estresse.

Impactos na Saúde Física e Emocional

A pele, como a principal barreira protetora do corpo, sofre severamente com esses comportamentos repetitivos. Natasha aponta que as consequências incluem feridas que não cicatrizam, manchas escuras e um risco elevado de infecções. Nos casos mais graves, pode haver a necessidade de antibióticos e o risco de cicatrizes permanentes. Além das repercussões físicas, o transtorno pode resultar em isolamento social, baixa autoestima e um sofrimento psicológico significativo.

Tratamento e Abordagem Multidisciplinar

O tratamento da dermatilomania deve ser abrangente, envolvendo uma equipe de especialistas. Segundo a dermatologista, é essencial que o dermatologista trate as lesões, enquanto o acompanhamento psicológico e psiquiátrico é crucial. A terapia cognitivo-comportamental é frequentemente recomendada, pois aborda tanto os sintomas físicos quanto as causas emocionais do transtorno.

Dicas para Minimizar os Sintomas

Algumas práticas podem ajudar a reduzir o risco de novas lesões. Manter as unhas curtas, utilizar curativos e evitar espelhos de aumento são algumas das recomendações. Além disso, identificar e evitar situações de estresse pode ser um passo importante para controlar os impulsos.

Conclusão

A dermatilomania é um transtorno que merece atenção e compreensão, especialmente em um contexto onde muitos ainda enfrentam preconceitos e dificuldades em buscar ajuda. O exemplo de Giulia Costa serve como um lembrete da importância de discutir abertamente esses temas e buscar apoio profissional, ajudando a desestigmatizar uma condição que afeta a qualidade de vida de muitos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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