Arauco firma cooperação com Judiciário e Prefeitura para reforçar proteção social em Inocência

Arauco fortalece ações de proteção a mulheres, crianças e adolescentes em Inocência MS

A instalação do Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência (MS), não tem provocado impactos apenas na economia e na infraestrutura regional. Paralelamente ao avanço das obras, a empresa formalizou um Termo de Cooperação Mútua com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Inocência, com foco na proteção de mulheres, crianças e adolescentes no município.

O acordo tem vigência de 60 meses e prevê a atuação integrada entre as instituições para fortalecer a rede de apoio local, ampliar ações preventivas e educativas e consolidar políticas públicas voltadas à promoção da cidadania e da cultura de paz. A iniciativa ocorre em um momento de transformação acelerada da cidade, impulsionada pela implantação de um dos maiores projetos industriais do setor de celulose no mundo.

Arauco fortalece ações de proteção a mulheres, crianças e adolescentes em Inocência MS

Parceria busca antecipar desafios sociais do crescimento acelerado

Inocência vive hoje uma realidade atípica para um município de pequeno porte. O avanço das obras do Projeto Sucuriú trouxe aumento significativo na circulação de pessoas, pressão sobre serviços públicos e novos desafios sociais. Nesse contexto, a cooperação entre iniciativa privada, Judiciário e poder público municipal surge como uma estratégia para antecipar riscos e estruturar respostas institucionais.

A proposta do termo é ampliar programas já existentes no âmbito do Judiciário sul-mato-grossense, especialmente aqueles voltados ao enfrentamento da violência doméstica e à garantia dos direitos da infância e da juventude, adaptando-os à realidade local.

Uma reunião de alinhamento, prevista para o início de fevereiro, deve definir as ações prioritárias a serem desenvolvidas ao longo de 2026 no município, considerando o novo cenário social da região.

Visão institucional: desenvolvimento precisa incluir proteção social

Segundo a Arauco, a cooperação reforça a ideia de que grandes investimentos precisam caminhar junto com políticas de proteção às pessoas. O diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da empresa, Theófilo Militão, destacou que apoiar programas já estruturados pelo Judiciário é uma forma de compartilhar responsabilidades em um momento de forte transformação territorial.

Do ponto de vista da administração municipal, o prefeito Antônio Ângelo avalia que a parceria amplia a capacidade de resposta do município no enfrentamento à violência contra mulheres, crianças e adolescentes, especialmente em um período de crescimento populacional temporário e reorganização urbana.

Judiciário destaca importância do trabalho conjunto

A Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJMS também vê a cooperação como estratégica. A desembargadora Jaceguara Dantas, que recentemente assumiu uma cadeira no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ressaltou que parcerias com a iniciativa privada ajudam a ampliar o alcance das ações, especialmente em municípios do interior que passam por mudanças rápidas.

Já a desembargadora Elizabete Anache, coordenadora da Infância e Juventude do TJMS, pontuou que o crescimento econômico só se sustenta quando acompanhado de desenvolvimento humano. Para ela, projetos industriais de grande porte exigem atenção redobrada às políticas de proteção social, para que os benefícios do investimento cheguem efetivamente à população.

Cooperação se soma a outros investimentos sociais

O termo firmado não é uma ação isolada. Ele se soma a outras iniciativas anunciadas pela Arauco na área social, incluindo investimentos em educação, saúde, segurança pública e capacitação profissional. A empresa afirma que essas ações fazem parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento territorial equilibrado, em diálogo com o poder público.

Na prática, o acordo cria um canal institucional permanente entre Judiciário, Prefeitura e empresa, facilitando o planejamento de ações preventivas e o acompanhamento de indicadores sociais ao longo dos próximos anos.

Projeto Sucuriú: o pano de fundo das transformações

O Projeto Sucuriú representa um investimento de US$ 4,6 bilhões e prevê a construção de uma planta com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A unidade está sendo implantada em uma área de 3.500 hectares, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência, com previsão de início de operação no final de 2027.

Durante a fase de obras, o projeto deve gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Após o início da operação, a estimativa é de aproximadamente 6 mil empregos diretos e indiretos nas áreas industrial, florestal e logística. Esse movimento já impacta a dinâmica urbana e social do município, reforçando a necessidade de políticas públicas estruturadas.

Arauco no Brasil

Presente no país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos florestal, de painéis de madeira, resinas e químicos. Atualmente, a empresa mantém cinco unidades industriais no Brasil, distribuídas entre Paraná e Rio Grande do Sul, e prepara sua primeira fábrica de celulose no país, em Inocência.

A companhia afirma operar com foco em práticas ESG, com certificação FSC®, gestão responsável da água e ações voltadas à conservação da biodiversidade.


Por que essa pauta é relevante para Inocência e região?

A formalização do termo de cooperação evidencia que o impacto de grandes projetos vai além do canteiro de obras. Ele atinge diretamente o tecido social das cidades e exige respostas coordenadas do poder público, do Judiciário e da iniciativa privada.

Em Inocência, onde o crescimento ocorre em ritmo acelerado, a criação de mecanismos de proteção social antecipada pode ser decisiva para evitar problemas estruturais no médio e longo prazo.


Perguntas frequentes (FAQ)

O acordo cria novos programas sociais?
Não necessariamente. O foco é fortalecer e ampliar programas já existentes do TJMS, adaptando-os à realidade local.

A cooperação envolve repasse direto de recursos?
O termo estabelece cooperação institucional e apoio às ações, mas os detalhes financeiros não foram divulgados publicamente.

Por quanto tempo o acordo será válido?
A vigência prevista é de 60 meses, com possibilidade de acompanhamento e ajustes ao longo do período.


Rede JBR – Jornalismo Regional Integrado

Esta matéria faz parte da cobertura da Rede JBR – Jornal Brasil Regional, que acompanha os impactos sociais, econômicos e institucionais de grandes investimentos no interior do país.

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